24.7.05

Não há desgosto de amor como o primeiro

"Um rapaz tem um grande desgosto de amor e fica desgraçado. Passam-se anos e o rapaz acumula casos atrás de casos à custa da aura de romântico sofredor. Todas as mulheres querem salvá-lo do seu grande desgosto de amor. Todas falham. É o tempo que acaba por curar o rapaz, aliás, já homem feito e vivido. Tão vivido que percebera estar dependente do grande desgosto de amor para as suas conquistas. O grande desgosto de amor passa a embuste. Muitos anos depois, as modas mudam e o romântico sofredor torna-se uma espécie em vias de extinção, um tipo social muito pouco apetecível numa era em que impera a ditadura da alegria. O homem, entretanto algo enfadado das relações amorosas, volta a ver no seu desgosto de amor a solução ideal. Morre sozinho e em paz. No funeral louvam-lhe a fidelidade ao seu primeiro grande amor."
Alguém desse lado? Alô? Alô Amor nos Tempos do Cólera?

6 Comments:

Anonymous el niño said...

...

7/24/2005 9:14 da tarde  
Anonymous João Esquecido said...

Rapaz, andas a trabalhar demais... Pistolas? Romancismo? Photoshop?...

7/26/2005 7:17 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Não fiques triste que já este fds, trocas a tua cóçera, plo meu amor...
Um bjo ansioso

7/27/2005 11:34 da manhã  
Anonymous Ana said...

nao penses mais nisso que isso acaba por passar cebolas!
beijinhos Ana

9/01/2005 10:47 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

sei como te sentes ...estou exactamente igual...nao da pa eskecer...e ele n m ker....tou d rastos completamente....

6/17/2007 9:43 da tarde  
Blogger Soulness said...

è verdade que nos tempo que correm já só reina a ditadura da alegria, quem não anda alegre não é visto com bons olhos e é posto à margem. Os homens sensíveis, calmos e capazes de se entregar ao amor porque todas as mulheres dizem suspirar são abandonados por aqueles que impressionam as amigas e a família com as suas pseudo-histórias. è triste ser um homem, num tempo de playboys.

9/27/2007 11:01 da tarde  

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